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Archive for the ‘Comportamento’ Category

Assume-se que em redes existe a formação de comunidades que são definidas como grupo de vértices que tem uma grande densidade de arestas entre eles e com pouca densidade de arestas entre groupos (Newman, The structure and function of complex networks).

É possível visualizar e identificar as comunidades com o R e o pacote igraph. O código abaixo (criado com uma força do pessoal do LEB-USP, que tem familiaridade com o assunto) é uma função bem simples, com a qual se pode criar uma rede com atração preferencial e depois visualizar as comunidades, separadas por cor e letra- é usado o algorítmo walktrap para identificar as comunidades. Ainda, adota-se a terminologia pequena, moderada e grande, para atração preferencial dos vértices.

# Loads the tibrary
library(igraph)
communityD<-function(nodes,alpha){

  # it creates a network
  g<-barabasi.game(n=nodes,power=alpha,m=2,directed=FALSE);

  # it tries to identify densily connected vertices
  gWT<-walktrap.community(g,steps=5);

  # adding colours & labels to community members
  indices<-gWT$membership+1;
  col<-rainbow(max(indices));
  V(g)$color<-col[indices];
  V(g)$label<-intToUtf8((indices+64),multiple=TRUE);

  # it creates layout and plots the graph
  gLayout<-layout.fruchterman.reingold(g);
  plot(g,layout=gLayout,vertex.size=16);
  title('Barabási game/ Comunidades');
}

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No dia 19 de fevereiro, 2009, eu assisti à palestra Darwn’s special difficulty: worker insects do professor Francis Ratnieks, no Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP). O professor Ratnieks discutiu o altruísmo em sociedades de insetos e, para exemplificar o seu ponto de vista, apresentou um trabalho publicado na nature, Enforced altruism in insect societies.

Na sua apresentação, relata um exemplo de altruísmo bem conhecido: as abelhas operárias que deixam de depositar ovos- essas abelhas desistem da reprodução direta em prol de ajudar a rainha a manter a colônia, conseqüentemente, ajudam na criação dos novos descendentes da rainha em detrimento dos seus próprios, interrompem a disseminação de seus próprios genes, o que parece ser um paradoxo à idéia de evolução. Neste caso, o altruísmo pode ser visto de duas maneiras:

  1. As abelhas operárias voluntariamente deixam a reprodução de lado, sob a premissa de que o conteúdo genético entre as abelhas é altamente relatedness;
  2. ou elas são forçadas à não depositarem ovos, ou seja, outras operárias ou mesmo a rainha policiam a colônia e eliminam as operárias que depositarem ovos.

Ratniek defende a segunda hipótese, pelo menos nas espécies de abelhas que ele analisou e com relação à deposição de ovos. Ele mostra em seu trabalho que quando o policiamento é alto, baixo é o número de ovos depositados por operárias e em seguida, para confirmar a sua hipótese de que o altruísmo neste caso está relacionado com o policiamento, ele afirma que existe uma correlação negativa entre a effectiveness do policiamento com relatedness.  Ou seja, a hipótese 1. é descartada pois quando há pouco relatedness entre as abelhas, o policiamente fica como o responsável de garantir o altruísmo visto nas abelhas operárias, mas quando o relatedness é alto e o policiamento é baixo, a deposição de ovos aumenta. Ele acredita que o policiamento deve ser o principal responsável pelo fenômeno do altruísmo nos insetos sociais da época moderna, embora acredite, também, que o alto relatedness (hipótese 1) foi, provavelmente, requerido para o desenvolvimento do comportamento altruista desses insetos.

No seu artigo, ele termina da seguinte maneira: “In this, they provide evidence for something that has proved notoriously hard to demonstrate in human society: that better law enforcement can lead to fewer individuals behaving antisocially”.

Mas fiquei com uma dúvida: será que altruísmo forçado pode ser considerado altruísmo?

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Fui informado, há algumas semanas, sobre o congresso internacional da Animal Behavior Society que vai acontecer na cidade de Pirenópolis. O congresso contará com a presença de pesquisadores bem conhecidos- Richard Dawkins, será um deles. Tenho interesse de apresentar um poster sobre comportamento-doente (sickness behavior) e que envolve individual-based model, agora, se eu vou conseguir que o meu abstract seja aprovado e se eu tiver dinheiro até o lá… uhhuuu! Bom fica esse recado para os demais interessados!!!

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